God of War: Ascension – O esgotamento de franquias

O jogo “God of War: Ascension” é um “prequel”, isto é, uma sequência que visa contar os acontecimentos prévios de uma história.

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O jogo narra a história de Kratos antes dos acontecimentos do primeiro e clássico God of War, no qual Kratos procura a sua vingança contra o Deus da guerra áries.

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Para quem jogou os demais jogos da franquia fica evidente que este foi criado por uma equipe muito diferente dos jogos originais, apresentando elementos distintos com relação a arte do jogo, história e “feel”, com diferentes gameplays.

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“God of War Ascension” apresenta o esgotamento da franquia de Kratos. Acaba caindo na mesma armadilha que tantos produtos de entretenimento caem, aonde a ganância para se ganhar dinheiro em cima de uma franquia famosa corrompe e distorce muito da franquia original pela pressão de se lançar um novo título de uma marca famosa, fazendo mais dinheiro.

 

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Expendabros – Advergames

O jogo “Expendabros” é uma brincadeira com o recente lançamento dos cinemas “Os Mercenários 3” (“The Expendables 3”).

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O jogo lembra muito uma fusão do clássico “Metal Slug” com o mais recente “Super Meat Boy”, dentro do universo da franquia dos Mercenários. No jogo podemos controlar os principais personagens do filme, como os protagonizados por Sylverster Stallone, Terry Crews, Jason Statham, Arnold Schwarzenegger, Dolph Lundgren, Wesley Snipes e Randy Couture.

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Assim como no filme, Mel Gibson é o grande vilão. O jogo segue bem o estilo do filme, sendo puramente de ação, aonde podemos atirar, pular e explodir basicamente tudo. Cada vez que ganhamos uma nova vida, um novo personagem é utilizado, do elenco do filme. O curioso é que apesar da má fama dos jogos baseados em filmes, esse consegue ser realmente muito bom. O jogo possui uma estética dos games do final dos anos 80 e início dos anos 90, o que se mostrou uma decisão inteligente de design, dado que o tema central do filme gira em torno de estrelas de filmes dessa época.

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O jogo apesar de dar suporte ao filme, dentro de sua campanha de Marketing, consegue funcionar independentemente do filme. É um excelente case de transmídia e de “advergames”, que são os jogos utilizados para se fazer propaganda.

 

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Brothers: A Tale of Two Sons – Narrativas do século 21

O jogo “Brothers: A Tale of Two Sons”, é uma brilhante obra do cineasta Josef Fares. Josef é de origem libanesa e se mudou para a Suécia com 10 anos, fugindo da guerra no Líbano.

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O jogo nos coloca no controle, simultaneamente, de dois irmãos que iniciam uma jornada para encontrar um elixir para curar o seu moribundo pai. O jogo não possui diálogos compreensíveis, já que possui uma lingua própria. Os jogadores tem que intuir e descobrir a história, de acordo com a forma que ela vai sendo apresentada.

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Durante o jogo passamos por diversas situações com um gameplay sempre dinâmico. As situações, puzzles e o gameplay mudam a todo o instante. O jogo também possui um lindo trabalho de câmeras, possivelmente espelhando a bagagem de Fares de cineasta.

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Josef Fares conseguiu criar uma brilhante obra. Muitas vezes a união do cinema com os games é vista com ceticismo, por conta de diversos fracassos do passado, além da aparente confusão em que os games são utilizados como suportes para se contar filmes. Fares fez diferente, compreendeu perfeitamente a mídia e soube utilizar-se da interatividade como força para contar uma história com mais poder emocional, além de se utilizar das técnicas do cinema, as chamadas cutscenes.

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O jogo é curto, sendo finalizado em menos de 4 horas, porém é uma dessas raras obras que marcam a indústria e ditam os próximos passos do que será uma tendência no futuro: a narrativa do século 21 se apropriando e respeitando as potencialidades midiáticas dos games, balanceando a filmografia com a interatividade.

 

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The Last of Us – Prêmios

O jogo “The Last of Us”, produzido pela Naughty Dog e exclusivo do PS3, já vendeu mais de 6 milhões de cópias pelo mundo e ganhou mais de 200 prêmios.

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O jogo nos coloca em um mundo pós-apocalíptico em que um estranho vírus transforma as pessoas em zombies. Nesse contexto o pior das pessoas floresce, com disputas por recursos e suprimentos, formações de gangues, entre outros. Nesse ambiente, entramos no controle da história de Joel, um homem que perdeu a sua filha e de Ellie, uma garota que por algum motivo apesar de ter sido mordida, não foi infectada.

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O jogo é um FPS, ou seja, possui mecânicas de pular, saltar, correr, atirar, além de termos um inventários de armas e de items que são coletados ao longo do jogo. Esse jogo lida com a questão da falta de recursos, então temos que coletar e explorar sempre os mapas em busca destes, que inclusive podem ser utilizados para se melhorar as armas, criar bombas entre outros. O jogo lembra muito “Uncharted” da mesma Naughty Dog e o enredo e o mundo lembram muito o universo do “Walking Dead”.

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“The Last of Us” foi um jogo altamente premiado, angariando prêmios tais como Bafta, DICE, Game Developers Choice awards, Writer’s Guild of America, entre outras, totalizando mais de 200 premiações. Toda essa premiação nos faz pensar sobre a importância e o papel dos prêmios na indústria dos videogames.

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Além de servir como incentivo e marketing para as produtoras, as premiações tem uma função social importante no que tange a percepção da mídia pelo público geral. Basta perceber como a cerimônia do Oscar, Cannes e demais ajudam a difundir a mídia do cinema para o público geral, além de glamourizá-la. Prêmios são importantes não só pelo reconhecimento de pessoas e profissionais da indústria, mas principalmente pelo respeito que geram e pela percepção que causam em pessoas leigas, que não participam da indústria.

 

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Ballistic – Evoluções tecnológicas

O jogo Ballistic, desenvolvido pela porto alegrense Aquiris game experience, é um jogo brasileiro publicado pela Rumble e disponível gratuitamente no facebook e Kongregate.

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O jogo trata-se de um FPS – First Person Shooter, com as clássicas e já consagradas mecânicas de correr, pular, atirar, etc. O jogo conta com classes de personagens e cada um possui um conjunto de armas. Os jogadores conforme vão vencendo e matando os inimigos ganham pontos de experiência e assim evoluem os seus personagens.

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O jogo possui um suporte a microtransação, aonde é possível comprar armas e demais recursos para progredir o jogo. Possui um conjunto um pouco limitado de fases, aonde os 2 times (vermelho e azul) se embatem em partidas rápidas de aproximadamente 9 minutos.

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“Ballistic” não possui muitas inovações em game design, atuando em um gênero já consagrado por jogos como “Counter Strike”, “Doom”, entre tantos outros. A grande inovação de “Ballistic” é a tecnologia empregada para dar suporte ao jogo.

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Há 10 anos atrás, jogos como o citado “Counter Strike” eram jogados em Lan houses e ainda hoje são jogados, mas dessa vez na casa das pessoas. A grande diferença é que “Ballistic” não quer CDs de instalação, downloads nem nada, sendo jogado diretamente no browser de internet. O trabalho dos programadores para otimizar os algoritmos do jogo que permitiram essa tecnologia é que é realmente incrível. O jogo se passa como se fosse um filme em “streaming” exibido no Netflix, o que talvez seja um sinal dos novos tempos, em que o mercado não terá mais consoles ou demais hardwares dedicados e sim poderosos algoritmos rodando em browsers de internet.

 

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Beyond two souls – A dramaturgia nos games

O jogo “Beyond two souls” é a mais recente criação de David Cage e de sua empresta, Quantic Dream.

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O título lembra muito em termos técnicos o seu predecessor, “Heavy rain”. Dessa vez, porém, entramos na história de Jodie Holmes, uma garota que possui uma conexão com uma entidade espiritual, Aiden, e é alvo de estudos científicos pelo pesquisador  Nathan Dawkins. A história nos leva a diversos momento da vida de Jodie, desde a sua infância até a fase adulta, mostrando os conflitos que ela tem que enfrentar por sua condição espiritual, além dos interesses que acaba despertando.

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A atriz Ellen Page foi escalada para interpretar Jodie, e o ator Willem Dafoe foi escalado para interpretar Nathan. Assim como em “Heavy Rain”, esse título cruza a fronteira entre games e cinema, sendo uma obra de drama interativo. Dessa vez porém, atores consagrados de Hollywood foram escalados para interpretar os personagens, tanto na captura de movimento, como na dublagem e na composição dos personagens.

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“Beyond two souls” dá mais um passo na redefinição atual do que é videogame. Muitos designers tem criado jogos que rompem fronteiras dos conceitos tradicionais do que é um jogo, e “Beyond” o faz ao aproximar ainda mais a arte da dramaturgia com a tecnologia dos videogames. A história contada no jogo é muito interessante, e diferente de um filme, é escolhida e influenciada pelas ações do jogador.

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O jogo é certamente um marco, e possivelmente será cada vez maior e mais comum essa sinergia entre games e cinema, com atores renomados emprestando seus talentos e estampando os créditos e capas dos jogos.

 

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Broken Age – Crowdfunding

O jogo “Broken Age”, criado pelo legendário designer Tim Schafer, é um adventure point and click moderno.

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O jogo nos apresenta duas histórias paralelas, a de Vella e de Shay. Vella é uma garota de um vilarejo que é uma das escolhidas para ser sacrificada pelo grande monstro Mog Chotra, enquanto que Shay é um garoto que foi criado em uma nave espacial e procura aventuras.

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As duas histórias podem ser jogadas e trocadas a todo instante, como histórias paralelas. Podemos a qualquer momento mudar de uma para a outra, independente da fase em que nos encontramos no desenvolvimento de cada respectiva história.

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Em ambas as histórias o jogo apresenta Puzzles simples de serem resolvidos e uma impecável direção de arte. O estilo do jogo dá a impressão de ele ter sido todo desenhado à mão, o que de fato aconteceu. Por ser do gênero Point and Click, o jogo nos permite explorar ambientes, coletar itens e resolver puzzles.

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“Broken Age” fez história, pois marca a volta dos adventures point and click, através de uma bem sucedida campanha no site de crowdfunding, Kickstarter. Para os que não conhecem, Crowdfunding se refere a um financiamento coletivo através da internet, aonde colocasse no site os projetos e pede-se um valor para os usuários do site, para que o projeto possa ser financiado. No caso de “Broken Age” o valor pedido foi de U$400 mil, porém Tim Schafer conseguiu arrecadar mais de 3 milhões de dólares em sua campanha.

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Após o sucesso de Tim Schafer, teve início uma verdadeira avalanche de projetos de jogos no site Kickstarter, sendo os games atualmente a maior fonte de financiamento do site. Além do jogo foi produzido um documentário pela empresa “2 player productions”, durante esses mais de 2 anos de desenvolvimento do jogo. O documentário foi sendo lançado em forma de episódios mensais nesses 2 anos, de forma que as expectativas e hype desse jogo foram muito altos.

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Apesar de todo o seu sucesso e experiência, a double fine, empresa de Tim Schafer, acabou estourando o prazo e o orçamento, de forma que dividiram o projeto em 2 atos e “Broken Age” é apenas o primeiro ato. Tendo isso em vista o jogo frustra um pouco as expectativas de quem o esperou, tendo em vista que os seus produtores tiveram um orçamento quase 10 vezes maior do que originalmente pensando, além de mais de 2 anos de desenvolvimento, pacientemente aguardados e alimentados com os episódios do documentário da “2 player production”. Levando isso em consideração, o jogo passa uma sensação de estar incompleto, como de fato está, de forma que o ato 2 só deverá ser lançado no final de 2014, sem custos adicionais para quem já comprou o jogo.

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O jogo é também muito curto, sendo jogado em aproximadamente 4 horas. Apesar disso tudo, trata-se de um bom jogo com um final interessante, e certamente um marco na história de desenvolvimento de jogos, dando início a era do Crowdfunding.

 

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