Pokemon, o mestre dos treinadores – Transposições analógicas

Pokemon é uma das maiores franquias do entretenimento mundial. Possuindo filmes, desenhos, jogos, cartas, brinquedos e demais produtos, Pokemon é a encarnação do que conhecemos como “transmídia”, sendo que todo esse fenômeno começou nos jogos eletrônicos, com o game boy.

“Pokemon, o mestre dos treinadores” é a leitura transmídia em formato de jogo de tabuleiro desse fenômeno.

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O jogo pode ser jogado com um mínimo de 2 e um máximo de 6 jogadores, que tem como objetivo vencer o duelo final na liga pokemon. O jogo conta com um tabuleiro que recria o mundo de Pokemon, com as suas principais cidades, tais como Pallet, Viridiana, Cinnabar, etc.

Ao longo do tabuleiro existem diversas casas, aonde se encontram fichas com Pokemons ocultos, variando nas cores rosa, verde, azul, vermelho e amarelo, cada cor fazendo referência e uma classe de pokemon, sendo os rosas os mais fracos e os amarelos os mais raros e fortes. Podemos tentar capturar esses pokemons, com o uso de pokebolas e do lançamento de um dado. Quando um pokemon é capturado, outro pokemon toma o seu lugar, vindo do “banco”.

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O tabuleiro também possui casas em que compramos as chamadas “cartas evento”, que são cartas que nos permitem fazer diversas atividades no jogo, tais como capturar pokemons, tentar capturar os pokemons lendários, trocar pokemons, recuperar a vida de nossos pokemons, lutar, comprar itens, etc.

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Além dessas cartas, existem também as chamadas “cartas item”, que são cartas que utilizamos para diversas ações, tais como a adição de pontos de ataque, pokebolas para se pegar pokemons, poções para recuperar a vida de pokemons nocauteados, etc.

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No início do jogo, temos que escolher um entre 4 principais pokemons, com a sorte. Esses pokemons serão os nossos pokemons iniciais pelo jogo. Todo pokemon do jogo possui pontos de ataque e um número correspondente a uma pontuação mínima para se enfrentar o duelo final, sendo que no jogo precisamos pontuar 20 pontos no mínimo, através da soma dos pontos dos pokemons, para podermos encarar o duelo final. Os pontos de ataque são adicionados a um valor jogado no dado e eventuais cartas item, para compor a pontuação de ataque. Quem tiver a maior pontuação, vence o duelo.

Jogadores podem também trocar pokemons entre si e duelar, bastando para isso estarem na mesma casa. O jogador que perder uma luta tem o seu pokemon nocauteado e perde para o vencedor 2 cartas item.

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Outro elemento importante do jogo, são as evoluções. Pokemons evoluem, e com a sua evolução os pontos de ataque são acrescentados. Os jogadores que possuírem todos os elos de evolução adicionam 3 pontos de ataque aos de 2 elos e 5 pontos de ataque aos de 3 elos. O jogo tem o seu vencedor declarado quando um jogador vencer um dos líderes da liga pokemon, que são sorteados na hora do combate.

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Do ponto de vista do game design, “Pokemon, o mestre dos treinadores” nos remete novamente a sinergia entre jogos eletrônicos e jogos de tabuleiro. Neste caso, podemos perceber uma excelente transposição de um jogo eletrônico para um ambiente de tabuleiro, aonde as principais mecânicas dos saudosos jogos de game boy foram transpostas, tais como os combates, as capturas de pokemons, o mundo com as suas principais cidades, as evoluções, o duelo da liga pokemon, as trocas de pokemons, a aleatoriedade na caça aos pokemons, entre outros fatores.

Com “Pokemon, o mestre dos treinadores” podemos ver como os jogos eletrônicos e os de tabuleiro tem muito a aprender e a trocar entre si, tanto no sentido analógico-digital quanto no sentido digital-analógico.

 

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Paciência – O jogo como passatempo

O famoso jogo “paciência”, onipresente em quase todos os computadores do mundo, é um interessante e clássico jogo de cartas, também conhecido como “Solitaire”.

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Nele, utilizamos um baralho comum, que é embaralhado e separado em 7 grupos de cartas de forma crescente, revelando apenas a carta do topo dos grupos. O objetivo do jogo é formar 4 grupos de cartas do mesmo naipe, em ordem crescente, começando no Ás e terminando no Rei. Para isso contamos com 4 espaços receptáculos dos agrupamentos das cartas.

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O jogo se dá com a revelação dos grupos de cartas do baralho, as quais podemos colocar nos 4 agrupamentos ou podemos rearranjar no setor principal de jogo, de forma a compor cartas em ordem crescente e em cores alternadas (vermelhas e pretas). Podemos a todo o momento, se respeitarmos a regra de manter as cartas alternadas e crescentes, reorganizar os grupos de cartas de forma a criarmos estratégias que nos permitam retirar as cartas do baralho ou colocá-las nos 4 agrupamentos principais. O jogo termina quando os 4 naipes são totalmente agrupados e organizados em ordem crescente.

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Do ponto de vista do game design, “Paciência” nos traz a visão dos jogos como passatempo. Jogamos Paciência geralmente naqueles momentos em que não se tem muito o que fazer, ou simplesmente naqueles momentos em que queremos uma distração. Passatempos são extremamente importantes na vida das pessoas. Muitas vezes o passatempo é visto socialmente de forma pejorativa, como uma atividade relacionada ao ócio, à preguiça, à indolência.

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Essa visão é herdeira de uma sociedade industrial, em que qualquer atividade fora o trabalho era encarada com desprezo. Porém, vivemos atualmente na sociedade pós-industrial, sociedade em que a economia está majoritariamente concentrada no setor dos serviços e no capital intelectual-criativo. Segundo o sociólogo italiano Domenico de Masi, em seu livro “O ócio criativo”, a sociedade pós-industrial precisa encontrar uma nova forma de ser, em que o estudo, o trabalho e o jogo nasçam como um todo junto e unificado, de forma a alimentar esse capital intelecual-criativo, motor da economia do século 21.

 

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