Assassin’s Creed Brotherhood – O jogo como elemento de cultura

Essa semana, eu peguei o jogo “Assassin’s Creed Brotherhood”, da francesa Ubisoft, para jogar. O interessante é que eu fiquei motivado
a jogar o jogo, depois de ter assistido a exposição “Esplendores do Vaticano”, em São Paulo, o que traz alguns questionamentos sobre as relações contemporâneas dos jogos com a cultura.

O jogo continua a saga de Ezio Auditore, mais velho e maduro, no coração do poder italiano, em roma. O jogo continua com o seu primor artístico, técnico e histórico, com a sua trama ambientada e reconstituída nos mínimos detalhes, na Itália renascentista dos séculos XV e XVI.

O jogo mantêm os seus sistemas básicos de exploração e combate, aonde podemos correr, pular, andar de cavalo, praticar parkour, escalar prédios, usar diversas armas, lutar. A inovação nesse título esta na possibilidade de recrutar membros para o clã dos assassinos e de convocá-los nos combates.

O jogo traz de volta Leonardo da Vinci, que passa a nos fornecer tecnologia bélica. O jogo também mantém os sistemas de economia, aonde podemos comprar upgrades para os nosso equipamentos, assim como melhorar a arquitetura de diversos prédios, tudo baseado no sistema “SandBox”, aonde podemos simplesmente deixar uma missão para depois e explorar a Roma dos Borgia.

O jogo continua a narrativa interrompida na versão anterior, trazendo a morte do Tio de Ezio, Mario Auditore, e a luta contra a conspiração dos Borgia em Roma. A Ubisoft mantêm aquele irritante estilo narrativo, episódico, aonde a trama do jogo não é concluída e é postergada para o próximo título, sendo finalizada de forma inconclusiva, aberta e apoteótica.

O jogo “Assassin’s Creed Brotherhood” contou com uma extensa pesquisa para a sua elaboração. Os personagens e locais históricos, as roupas, costumes, arquitetura, todos esses elementos foram pesquisados e retratados no jogo.Tendo isso em vista, “Assassin’s Creed Brotherhood” nos mostra como os jogos podem ser fortes aliados da cultura contemporânea.

Pude comparar a experiência do jogo com diversas fotos da Itália, fruto de uma viagem de um parente. O Coliseu, o Arco do Triunfo italiano (não o francês), vistos nas fotos,  assim como todos os detalhes vistos na exposição citada do Vaticano, com as roupas dos papas, os detalhes dos utensílios papais, as pinturas renascentistas ao estilo de Bernini e Michelangelo, assim como os personagens históricos e o momento retratado na trama, mostram como os jogos são um poderoso aliado da cultura.

 

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Mainichi – Traduzindo experiências cotidianas

O jogo “Mainichi” é uma tradução independente da experiência cotidiana de um transexual.

O jogo nos coloca na pele de um personagem negro em situações cotidianas, tais como andar pela sua casa, se alimentar, tomar banho, andar na rua e entrar em um bar. O jogo não possui um objetivo definido, de forma que funciona como um simulador da uma vida cotidiana, um tanto quanto niilista.

O jogo foi criado por Mattie Brice, um transexual americano, que tenta emular em forma de jogo os preconceitos e desafios cotidianos que enfrenta. O jogo quebra algumas regras do design tradicional de games, mas consegue criar a experiência do preconceito, da solidão e do niilismo proposta.

Do ponto de vista do game design, “Mainichi” mostra a forma e força dos games para traduzir e transmitir experiências. A mesma poderia ter sido relatada em forma literária ou mesmo ter sido exposta em formato audiovisual, porém ao nos colocar no controle do personagem, sentimos empatia pelo mesmo ao se defrontar com suas situações e contradições cotidianas.

 

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